terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Um elefante nunca esquece??

Ontem estava conversando com minha prima e ela me perguntou se eu sinto saudades dos meus amigos quando estou de férias. Eu sinto, claro, mas ontem eu me convenci por completo de que o ser humano se acostuma com tudo. Tudo mesmo. Eu sempre gostei muito de rotina, saber o que vai acontecer no meu dia, saber as pessoas que eu vou encontrar. É claro que surpresas de vez em quando são ótimas, mas eu nunca tive muito problema com isso, a vidinha normal, sem muitas surpresas tá muito bom pra mim. Então, voltando à conversa com a minha prima, eu disse a ela que nunca na verdade gostei muito de férias, principalmente por causa disso: eu sempre estou acostumada a acordar, fazer td o que tenho que fazer, ir a aula, encontar meus amigos, voltar pra casa, sair de vez em quando, conversar com amigos antigos de vez em quando, etc. Então, mesmo cansada da faculdade, até dos amigos às vezes, entrar de férias é pior do que continuar estudando, porque, o q q eu vou fazer as férias todas? Mas aí, continuando a conversa, eu e minha prima percebemos que o começo das férias é muito pior do que o final justamente por isso: a gente se acostuma. Então a gente chegou à conclusão de que, sim, nós sentimos saudades dos amigos mas a saudade passa, nós arrumamos mais coisas pra fazer, mais coisas pra pensar, e no fim deixamos pra lá. É claro que o meu exemplo foi meio bobo, pq não dá pra "esquecer" de pessoas que você vai reencontrar em pouco tempo, logo logo tudo volta ao normal e a gente nem lembra disso. Mas e aquelas pessoas que você provavelmente nunca mais vai ver? Você também se acostuma a viver sem ela, sempre! Lógico que a saudade sempre está presente, e tem dias que você simplesmente pensa nelas o tempo todo. Tem coisas que, mesmo sem razão alguma, faz vocês pensarem nelas. Mas é assim, os velhos clichês infelizmente são verdadeiros e com o tempo tudo passa. Felizmente, ou infelizmente né...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

De médico e louco, todo mundo tem um pouco

O natal é uma época em que as pessoas ficam um pouco mais loucas e sem-noção, e aqui em casa com certeza não podia ser diferente. Mas aqui tem um quê a mais: o povo já é louco normalmente, imagina no natal! E hoje, para a alegria geral da nação eu faço uma coletânea de micos e doideras onde as protagonistas são Débora e Marina, minhas queridas primas.
Elas sempre foram meio doidas, e isso é bom porque eu vejo que eu não sou a pessoa mais anormal do mundo, só porque, de 70 palavras que as pessoas falam, eu entendo 59 erradas. Mas vamos lá.

Primeiro, pra mostrar que elas seempre tiveram um parafuso a menos, uma conversa entre a Débora e a mãe dela quando ela era bem pequenininha:
- Débora: Mãe, onde Jesus mora?
-Tia Elisa: Jesus mora no coração da gente
Débora: Ah, então quando a gente espirra ele sai pela boca?

?????
Tipo. Como assim??? Até hoje eu não acredito que ela é minha afilhada... heheheh

Agora uma pergunta que a Débora fez pra todos no carro, enquanto a gente viajava para a praia:
- Débora: Aquilo ali é uma vaca ou uma borboleta?

(Que decepção)

Mas ainda tem a explicação dela:
- Débora: Não gente, uma borboleta preta e branca de perto parece uma vaca de longe, e uma vaca de longe parece uma borboleta de perto.

Ahhhh tá explicado! Próxima!

- Marina: Gabi, você perde o sono quando você tá dormindo??
heheheheehhe ( Eu juro que até agora eu não sei o que ela quis dizer)

Agora um pequeno diálogo entre eu e minhas primas. Dessa vez eu fiz uma pequena participação nessa conversa de doido, mas eu juro que foi isso o que eu entendi:
- Débora: Gabi, como que era mesmo aquela palavra que você falou? Homogênea?
- Marina: Não Débora, é hegêmona. Homogênia é uma mistura, tipo água com açúcar.
- Gabi: O quê? Que modifica o espírito?
- Débora: O quê? Arthur com pinto?

É vergonhoso, mas foi assim mesmo. Conversa de malucos.
Mas isso prova que a culpa não é minha. Há uma forte influência genética aí, e é por isso que eu entendo coisas como Felipe pão integral, Gabi eu to contigo, Seu cofrinho tá doendo, etc...






Everybody, just... pretend to be normal...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Palhaçada pouca é bobagem!

Depois de anos sem escrever, aqui estou eu novamente! Eu tava realmente sem tempo esses dias, porque férias faz isso com as pessoas - tinha que acordar, almoçar, assistir filme, jogar the dims, montar quebra cabeça, assistir filme, assistir malhação, assistir novela, e ainda fazer aula de direção e ir no cinema de vez em quando. É muita coisa, então, mesmo eu já estando com vontade de escrever a muito tempo, escrever no blog sempre fica como não-prioridade.
Mas vamos lá. Primeiro: tomei meu segundo pau na direção! Foi até engraçado, porque descobri que eu sou a pessoa mais sortuda do mundo. Explico: logo depois do meu primeiro exame, perguntei pro meu instrutor se era posssível repetir a dupla de examinadores por auto escola. Ele disse que muuuuito raramente, mas era muito difícil mesmo acontecer isso. Então, estou eu feliz e contente na área de exame, esperando quase uma hora - pq o meu exame ia começar às 9 e começou às 9:50, mais ou menos - quando chega o examinador. O mesmo carinha so meu primeiro exame que não gostou quando eu dei bom dia pra ele. Mas td bem né, não ia me abalar por qualquer coisa. O examinador chegou, mas um menino da auto escola ia fazer o exame antes de mim. Quando terminou o primeiro exame o menino estaciona o carro super colado no carro da frente, e chega um atrás e estaciona. Pronto, aí acabaram com a Gabi! hehehehe Na hora de sair o carro ameaçou bater no carro da frente, e o examinador pisou no freio, claro. Mas até que não foi de todo ruim. O examinador até que foi gente boa, me deixou dar uma volta no quarteirão e explicou pra mim que não tinha jeito, que eu quase bati no carro, que outro examinador não ia nem me deixar continuar e tal tal tal. Então... Não tava na hora. Como a Andréa da agência de intercâmbio disse, 3 é o meu número de sorte. Na próxima eu aviso pra vocês acenderem uma vela pra mim.
Mudando de assunto, ontem eu, Lola, Roger, Chris, Guilherme e Gustavo nos vestimos e pintamos de palhaços e fomos no leuceminas, uma associação que cuida de pessoas com leucemia, levar brinquedos para as crianças. Eu sempre quis fazer isso, trabalhar como voluntária em um hospital, mas nunca tive coragem. Achava que eu ia atrapalhar, que ia começar a chorar vendo as crianças doentes, porque criança não podia sofrer, não podia ficar tão doente. Mas apesar do medo, eu fui - e foi ótimo. É claro que ainda não sei como reagiria vendo crianças doentes de verdade, sofrendo, porque quase todas as crianças já tinham recebido alta ou estavam no médico na hora. Lá só tinha 3 crianças, e elas estavam bem, correram e brincaram até com a gente. O pior é a hora de falar que a gente estava indo embora, eles ficam com uma carinha e abraçam a gente tão apertado que dá muita vontade de ficar mais, mas já tava na hora do almoço dos meninos.
Então saímos todos vestidos de palhaço na rua, dando feliz natal pra todos e presentes pra todas as crianças que passavam. Aí nós passamos em frente a um gabinete de vereador, e tinha um papai noel lá, um papai noel maluco, que saiu com a gente na rua distribuindo bala, correndo na frente dos carros. Foi hilário, entramos correndo em supermercados, em escolinhas de crianças, na casa de pessoas que eu nunca tinha visto. Foi ótimo! è muito bom fazer umas coisas assim de vez em quando.
Depois dessa canseira ficamos o dia todo jogando bingo e banco imobiliário, comendo bolo e pizza e rindo muuito! Claro que as companhias ajudaram bastante, são todos amigos perfeitos.
Agora vou voltar pra minha vidinha de férias, cheia de coisas pra fazer. Vou jogar guitar hero um pouquinho!